Mattilha – Entrevista com o vocalista Gabriel Martins

Banda Mattilha

A banda Mattilha acabou de lançar um novo EP intitulado “A Carne é Fraca”. O novo trabalho da banda já está disponível nas principais plataformas digitais, e se deseja adquirir produtos da banda como camisetas, adesivos, bottons e até mesmo combos com tudo isso, acesse o site da cachorrada, mattilha.com.br.

Minutos após o lançamento do EP nas plataformas digitais, os feedbacks começaram a aparecer pelas redes sociais, e em todos eles a palavra “pesado” estava incluso. Conversamos com Gabriel Martins (vocalista da Mattilha) que nos recebeu muito bem, deu total atenção a todas as perguntas, e nos contou desde como foi trabalhar com Marcello Pompeu (Korzus) até detalhes do processo de composição de “A Carne é Fraca”.

Confiram a entrevista:

Pompeu e Lucas Menezes

Pompeu (Korzus) e Lucas Menezes (UnderMiusic)

Gabriel, meus parabéns pelo EP! Esperei ansiosamente e valeu a pena. Conte um pouco como foi o processo de produção das músicas e como foi trabalhar com o mestre Pompeu (Korzus).

Gabriel Martins: “Salve pessoal do UnderMiusic. O processo de produção foi sensacional, uma experiência única que ainda não havíamos passado! O processo do ‘Ninguém é Santo’, nosso 1° disco, foi bem diferente. O Pompeu é um produtor renomado no país e nos acrescentou muito nas composições, no processo de gravação e também como no suporte pra banda de modo geral. Tanto o Marcello (Pompeu) quanto o Heros, que cuidou da mixagem e masterização, viraram da nossa família”.

Sabemos que “A Carne é Fraca” e que “Ninguém é Santo”. Isso é “Duro de Dizer” e de afirmar também. Com base nisso eu te pergunto. “Qual É o Seu Veneno?”.

Gabriel Martins: “Hahahaha, boa. Cara, temos diversos tipos de venenos, barreiras e místicas que nos cercam a cada dia, é uma luta diária pra buscar o equilíbrio e sair desses ‘venenos’. Na música em si, focamos diretamente em um certo veneno, o qual a mídia, a indústria e a população, parte cega dela, se ‘envenenou’ perante a nossa erva natural. Mas como diz na própria letra, ‘…logo isso vai mudar…”.

Como surgiu a ideia de fazer “A Carne é Fraca” na versão acústica?

Gabriel Martins: “A gente gosta muito de sons acústicos, é um projeto inclusive que iremos pensar com carinho pra 2017…’A Carne é Fraca’ surgiu primeiramente plugada, mas a gente começou a trampar primeiro a acústica, eu e o Victor estamos sempre viajando com voz e violão, transformando nossas versões plugadas em acústicas nos tempos livres, o Andy e o Ian também estavam bem na pegada, então, aconteceu haha. Tivemos um carinho absurdo em pensar em cada detalhe, assim como todas as outras obviamente, mas como é um som que envolve piano, violino, violões, bongo (…) foi muito minucioso deixar tudo no jeito pra soar da forma mais bonita possível. Saímos muito satisfeitos com o resultado e o público tá dando um feedback incrível”.

A Mattilha é uma banda que deixa claro as influências de Hard Rock e Heavy Metal em sua sonoridade. Podemos notar isso em seu estilo de cantar, nos solos e pedais duplos. Em todas as opiniões que vi até o momento, a palavra “pesado” estava presente. Podemos dizer que isso foi algo que o Pompeu buscou aprimorar e destacar neste projeto da banda?

Gabriel Martins: “Esse lance do mais ‘pesado’ é algo que rolou naturalmente. O Pompeu nos pegou pra trampar e foi buscando o que de melhor tínhamos em todos os aspectos e tudo que foi acontecendo foi da forma mais natural possível. O primeiro disco, era outra formação, tinha o Henrique Nunes no baixo, agora, com o Andy, as influencias e o peso são outros, a mistura do que nós 4 gostamos de ouvir e sentimos, tornou o som mais massivo, com mais peso. ‘Qual é o Seu Veneno’ por exemplo, nós a compusemos logo que o Andy entrou na banda, há 2 anos atrás, só fomos gravar agora, mas ela já era bem pesada”.

Canil Fest

Conte um pouco como foi o lançamento do EP no Canil Fest. E o que você pode descrever da reação do público ao ouvir as novas músicas?

Gabriel Martins: “O Canil Fest é nossa festa da firma, estamos extremamente orgulhosos e realizados de estarmos na 3ª edição! E em todas, foi uma festa monstruosa pra guardar na memória. Essa não foi diferente, Stage Bar lotado, a galera com sangue nos olhos, contamos com banda irmãs arregaçando juntamente a nós, a Forte Norte e o Sioux 66. A gente se emocionou em cada segundo do show, foi especial demais, a galera cantou TODAS as músicas, as antigas e novas, em altíssimo volume, receptividade maior que essa não existe. Temos fãs em diversos estados no Brasil, e muitos não conseguiram colar nesse evento, então, nos passam o que sentem pela internet, e o que temos ouvido enche nossa alma de força pra continuar”.

O inferno Club fechou as portas no final deste ano. A mattilha se apresentou e representou a nova cena underground diversas vezes nesta casa. Qual a melhor recordação que irá guardar do Inferno?

Gabriel Martins: “Além do Inferno Club, o Hangar 110 também vai fechar as portas. Sentimos muito não só por nós, mas pela cena. Tivemos histórias épicas em ambas e isso nada vai apagar. Acredito que num futuro próximo ambas irão se reerguer! No Inferno, a noite que irei guardar com mais carinho foi a da gravação do nosso 1° vídeo clipe, de ‘Noites no Bar‘, que conta com a presença do Paulo de Carvalho das Velhas Virgens, foi surreal, nosso primeiro single, nosso primeiro clipe, casa lotada, pra quem quiser sentir o clima do dia, só assistir ao nosso clipe! Seremos eternamente gratos a essas casas por toda força e apoio!”

Gabriel, obrigado pela humildade e atenção, e boa sorte nesta nova fase da banda. Pra terminar. Tem alguma previsão de clipe novo? 

Gabriel Martins: “Queria agradecer a todos vocês da UnderMiusic pelo espaço e força! Desejar um excelente fim de ano a todos que correm pelo Rock n’ Roll nacional, seja mídia, público, casas, bandas parceiras…Agradeço as palavras, estamos juntos! Acabamos de lançar o EP, então, agora no 1° semestre iremos começar a trabalhar nossa nova música de trabalho e com ela, vem um novo vídeo clipe. Mas ainda não estamos com data, vamos gozar agora no fim do ano dessa realização e logo no começo de janeiro voltamos com muito mais força, fiquem ligados e esse 2017 é o ano”.

Nós que agradecemos a humildade e atenção, um ótimo fim de ano e um próspero 2017!

Esta foi a entrevista com o Gabriel Martins, vocalista da banda Mattilha. Ouça o EP “A Carne é Fraca” curta, comente e compartilhe para fortalecer o verdadeiro rock nacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Deixe o Seu Comentário

Deixe uma resposta

Comment
Name*
Mail*
Website*